domingo, 21 de junho de 2015

O Pássaro Azul


O Pássaro Azul

Do infinito
atravessou as trevas
rasgou nuvens
um pássaro azul
como nunca vi

Sobrevoou montes e vales
rodopiou três vezes
à minha volta
destemido e imaginário
pousou à minha frente

Parecia uma águia
de plumas azuis
Aumentou de tamanho
e pôs uma asa ao meu ombro
então escutei a voz dele

Obedeci e saltei para o dorso dele
como se fosse um cavalo alado
A princípio com medo
voámos pelas terras do nunca
cobertas de maravilhas

Voámos horas
pelo encanto dos Deuses
terras nunca vistas
perdidas no espaço
então desceu suavemente

Um local inesquecível
coberto de sonhos
em frente havia uma caverna
com um portal em ouro
Era uma autêntica magia

A porta abriu-se
e alguém me convidou a entrar
tinha uma luminosidade estranha
e ouviam-se cânticos celestiais

Uma dama toda vestida
com fato dourado e carmim
sorriu e abraçou-me
Fiquei perdido por ela
e o meu passado desapareceu

Nem sabia já donde viera
Meu fato automaticamente
resplandeceu
A atracção foi pura magia
e ali fiquei até à eternidade.


Pedro Valdoy

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