terça-feira, 16 de junho de 2015

Manhã


Manhã

Ao raiar do Sol
meus pensamentos
flutuam na atmosfera
do meu quarto

Submerso
com o esplendor do dia
ouço o galo da minha aldeia
a despertar a minha preguiça
para o combate de mais um dia

Na indiferença das horas
meu coração sorri
e revejo um pesadelo
perdido na intempérie
da noite

Vou até à janela
e a acácia desperta
em mim momentos
de um amor esquecido
por sentimentos diferentes

Sonho de pé
com os raios solares
a beijarem meu corpo
depois de um Inverno
bastante tempestuoso

Minha mãe aparece
com um sorriso materno
a despertar de um sonho
acordado pelo vento
e sinto a realidade do presente.


Pedro Valdoy

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